Volante admite ficar chateado quando é preterido e não joga, mas mostra respeito ao técnico do Cruzeiro. ‘Ordem dada é ordem cumprida’, diz ele
GloboEsporte.com
Com Elicarlos em tratamento de uma lesão na coxa esquerda e Fabrício buscando atingir uma melhor condição física, o volante Fabinho é candidato forte a ocupar uma vaga no meio de campo do Cruzeiro no jogo contra o Uberaba, nesta quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), no Mineirão, em partida adiada da quinta rodada do Campeonato Mineiro.
- A expectativa é grande, de poder entrar, jogar mais uma vez os 90 minutos e ajudar. Venho trabalhando duro, melhorando a cada jogo. Sei que ainda preciso melhorar muita coisa, mas estou na expectativa. Se precisar de mim, estou disposto a ajudar – declarou Fabinho.
O volante foi o herói do último jogo do Cruzeiro, ao marcar o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Ituiutaba, aos 44 minutos do segundo tempo, com um chute de fora da área. A Raposa jogou com um time misto.
- Isso sempre foi um fundamento que eu trabalhei muito, inclusive tenho muitos gols na minha carreira de fora da área. Aqui no Cruzeiro, devido aos trabalhos e a outras funções, aprimoro pouco, mas às vezes aparece e ajuda – comentou o volante.
Fabinho chegou ao Cruzeiro em junho do ano passado com status de grande reforço e um currículo de respeito, incluindo títulos por Corinthians e Santos, além de experiência adquirida na França (Toulouse) e no Japão (Cerezo Osaka). Nem por isso ele conquistou a vaga de titular.
- Procuro estar sempre à disposição. O Cruzeiro tem jogadores de qualidade, mas venho correndo por fora e procurando buscar meu espaço – disse ele, que está há oito meses no clube e soma apenas 25 jogos pela equipe, média de três por mês.
O fato é que Fabinho vem demonstrando respeito à hierarquia. O volante entende a condição de reserva e a preferência do técnico Adilson Batista por jogadores como Henrique, Marquinhos Paraná, Elicarlos e outros. Ele afirma que age assim porque tem espírito de grupo, mas deixa claro que não está conformado com a reserva.
- Eu brinco aqui dentro que ordem dada é ordem cumprida. Jamais vou bater de frente com o Adilson. Respeito as opiniões dele, respeito que ele mexa à vontade, até porque é ele que é o responsável pelas nossas derrotas e pelas nossas vitórias. Conformado, ninguém fica. Fico chateado quando não jogo, mas procuro me cobrar dentro dos treinamentos. Todo atleta, principalmente do meu nível e com minha história, vem para jogar e, às vezes, não é utilizado sempre, mas faz parte, é o trabalho. E ninguém está aqui para criar tumulto – explicou Fabinho, que, pacientemente, seguirá buscando um lugar ao sol na Toca da Raposa.
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O volante foi o herói do último jogo do Cruzeiro, ao marcar o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Ituiutaba
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